O preço do cacau é formado por uma série de variáveis que afetam a oferta e a demanda global. Conheça os principais agentes dessa equação.
1. Clima e doenças
O cacau é altamente sensível às condições climáticas. Chuvas em excesso ou estiagem prolongada comprometem a produtividade. Na África Ocidental, fenômenos como El Niño e doenças como o cacao swollen shoot virus dizimaram plantações, reduzindo a oferta mundial em 2024/2025. No Brasil, a vassoura‑de‑bruxa foi um dos principais vilões históricos, especialmente na Bahia.
2. Oferta e demanda mundiais
Costa do Marfim e Gana produzem cerca de 60 % do cacau do planeta. Quando esses países têm safras ruins, os preços disparam. A demanda por chocolate continua a crescer nos mercados emergentes, enquanto consumidores de países desenvolvidos buscam produtos premium, elevando a procura por cacaus finos.
3. Câmbio e custos de produção
Assim como o café, o cacau é cotado em dólar. A valorização da moeda americana favorece exportadores, mas aumenta o custo de insumos importados. No Brasil, fertilizantes e defensivos encareceram em 2024, pressionando margens de lucro.
4. Estoques e especulação
Estoques mundiais em baixa deixam o mercado mais volátil. Em 2024, a saída de especuladores do mercado, após oscilações históricas, contribuiu para manter as cotações elevadas. Empresas de chocolate anteciparam compras para garantir matéria‑prima, o que intensificou a escalada de preços.
5. Inovação e sustentabilidade
A adoção de clones produtivos, agroflorestas e certificações sustentáveis influencia o custo e o valor do cacau. Produtores que investem em tecnologia podem obter prêmios superiores por qualidade. Saiba mais sobre esses avanços no artigo futuro do cacau no Brasil.
Para entender como esses fatores se combinaram na crise recente, leia por que o preço do cacau disparou em 2025.