Depois de décadas marcadas por doenças e queda de produção, o Brasil vive um momento de renovação na cacauicultura. A projeção de crescimento de cerca de 3% ao ano até 2034 se apoia em inovação, expansão de áreas e na busca por cacau de qualidade — num cenário de preços internacionais altos.
Novas fronteiras e tecnologia
Estados como Pará e Rondônia ampliam as áreas de cacau, muitas vezes em sistemas agroflorestais que conciliam conservação e produtividade. Clones mais produtivos e resistentes a doenças, irrigação eficiente e melhor manejo do solo elevam a produtividade por hectare — historicamente o ponto fraco do Brasil frente à África.
Demanda aquecida e nichos de mercado
O consumo mundial de chocolate cresce cerca de 2% ao ano, e há espaço crescente para cacaus finos destinados a chocolates bean-to-bar, além de derivados como nibs e manteiga de cacau. Países asiáticos, com destaque para a China, vêm aumentando o consumo — uma janela de oportunidade para o cacau de origem da Bahia e do Pará.
Desafios e concorrência
Apesar das oportunidades, o produtor brasileiro ainda enfrenta produtividade média inferior à de Gana e Costa do Marfim, custos altos de mão de obra e logística, e os efeitos das mudanças climáticas. Vencer esses gargalos é o que define se o Brasil vai ocupar mais espaço no mercado global. Entenda os fatores de preço e por que o cacau disparou em 2025.


