O preço do cacau é formado por um conjunto de variáveis que mexem com a oferta e a demanda globais. Conhecer esses fatores ajuda o produtor a entender os movimentos da cotação e a planejar a comercialização.
1. Clima e doenças
O cacaueiro é muito sensível ao clima: chuva em excesso ou estiagem prolongada derrubam a produtividade. Na África Ocidental, o El Niño e doenças como o cacao swollen shoot virus dizimaram plantações; no Brasil, a vassoura-de-bruxa marcou a história da Bahia. Quebra de safra significa preço em alta.
2. Oferta e demanda mundiais
Costa do Marfim e Gana produzem cerca de 60% do cacau do planeta. Quando esses países têm safras ruins, os preços disparam — foi o que levou à alta recorde de 2025. Do outro lado, a demanda por chocolate cresce nos mercados emergentes (com destaque para a Ásia).
3. Câmbio e custos de produção
Assim como outras commodities, o cacau é cotado em dólar. A alta da moeda americana favorece o exportador, mas encarece insumos importados como fertilizantes e defensivos, pressionando a margem do produtor.
4. Estoques e especulação
Estoques mundiais baixos deixam o mercado mais volátil. Em 2024–2025, a saída de fundos especuladores, após oscilações históricas, reduziu o volume negociado e amplificou os saltos de preço a cada notícia de clima ou logística.
5. Inovação e sustentabilidade
Clones produtivos, agroflorestas e certificações sustentáveis influenciam o custo e o valor do cacau. Quem investe em qualidade — especialmente no cacau fino de origem — costuma receber prêmios de preço acima da média. Veja o futuro do cacau no Brasil.


