Atualizado Hoje às 10:06 · mercado aberto
Fonte: mercado físico do cacau · atualização diária
Preço do Cacau
Preços, histórico e análises

Preço do cacau certificado hoje

Em 23/07/2026, a arroba do cacau certificado está em R$ 339,00 na Bahia — R$ 37,94 a mais que o cacau convencional (+12,60%). Veja o preço e o prêmio em cada estado.

Cacau certificado por estado

EstadoCertificado (arroba 15 kg)ConvencionalPrêmioPrêmio %
Cacau certificado na Bahia R$ 339,00 R$ 301,06 R$ 37,94 +12,60%
Cacau certificado no Pará R$ 294,00 R$ 241,06 R$ 52,94 +21,96%
Cacau certificado no Espírito Santo R$ 339,00 R$ 301,06 R$ 37,94 +12,60%
Como ler: os valores estão em reais por arroba de 15 kg. Cada estado negocia na sua unidade tradicional — a Bahia em arroba, o Pará em quilo e o Espírito Santo em saca de 60 kg —, e as páginas de cada estado trazem as três conversões. O prêmio é uma referência de negociação: o contrato de cada cooperativa pode ficar acima ou abaixo dele.

Preço e histórico em cada estado

O que é o cacau certificado

Cacau certificado é a amêndoa que carrega um selo de terceira parte atestando como ela foi produzida — quem plantou, sob quais práticas ambientais e em que condições de trabalho. O selo não muda a amêndoa; muda o que o comprador consegue provar sobre ela. E é isso que vale dinheiro: um lote rastreado abre portas em mercados onde a origem é exigência, e não diferencial.

A pressão veio de fora. A regulamentação europeia contra o desmatamento passou a exigir que cada carga importada de cacau seja rastreada até a área de origem, com prova de que não houve supressão de floresta. Para o produtor brasileiro, isso transformou a certificação de um bônus em uma porta de entrada — e explica por que o prêmio se manteve firme mesmo com o preço do cacau em patamares altos.

Os selos que o mercado reconhece

Orgânico

Produção sem agroquímicos sintéticos, com controle de insumos e período de conversão de até três anos antes de o selo valer. Tem certificação nacional (SisOrg) e equivalências para exportação.

Rainforest Alliance / UTZ

Foca em conservação, boas práticas agrícolas e condições de trabalho. As duas certificações se fundiram: quem tinha UTZ migrou para o padrão único da Rainforest Alliance.

Fair Trade

Garante um preço mínimo ao produtor e um prêmio social pago à cooperativa, destinado a investimentos coletivos decididos pelo próprio grupo.

Cacau fino de aroma

Não é um selo, mas uma classificação de qualidade com rastreabilidade de origem. Lotes bem fermentados e identificados por fazenda costumam ser negociados na mesma faixa de prêmio.

Como certificar a produção

O caminho quase sempre passa por uma cooperativa ou associação. Certificar uma propriedade pequena isoladamente raramente se paga: a auditoria tem custo fixo, e é o grupo que dilui essa conta e mantém o sistema de controle interno exigido pelos padrões. Na prática, o roteiro é este:

1. Adequar a lavoura e a estrutura de secagem e fermentação aos critérios do selo escolhido. 2. Registrar as práticas — insumos, mão de obra, áreas de conservação — de forma auditável. 3. Passar pela auditoria de uma certificadora credenciada. 4. Manter as re-auditorias periódicas, sob pena de perder o selo. No caso do orgânico, some a isso o período de conversão da área.

O prêmio, por sua vez, não é tabelado. Ele varia com o selo, com o volume do lote, com a qualidade da fermentação e, principalmente, com o comprador — indústrias com metas públicas de origem sustentável costumam pagar mais que o mercado spot. Acompanhe o histórico do preço do cacau e os fatores que movem a cotação para negociar com referência.

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Perguntas frequentes

O que é cacau certificado?
É a amêndoa que carrega um selo de terceira parte atestando como foi produzida — orgânico, Rainforest Alliance (que incorporou o UTZ) ou Fair Trade. O selo comprova que o cacau não veio de área desmatada e pode ser rastreado até a fazenda, o que rende um prêmio de preço na negociação.
Quanto o cacau certificado paga a mais que o convencional?
Hoje o prêmio na Bahia é de R$ 37,94 por arroba de 15 kg (+12,60%). O valor não é fixo: varia com o selo, o volume do lote, a qualidade da fermentação e o comprador.
Quais são as principais certificações do cacau no Brasil?
Orgânico (produção sem agroquímicos sintéticos, com período de conversão de até três anos), Rainforest Alliance/UTZ (conservação, boas práticas agrícolas e condições de trabalho) e Fair Trade (preço mínimo garantido e prêmio social pago à cooperativa). Lotes de cacau fino de aroma com rastreabilidade também alcançam preços dessa faixa.
Como conseguir a certificação do cacau?
Quase sempre por meio de uma cooperativa ou associação, que divide o custo da auditoria entre os produtores. O processo envolve adequação da lavoura e da estrutura de secagem, registro das práticas, auditoria de uma certificadora credenciada e re-auditorias periódicas.
Vale a pena certificar o cacau?
Depende do volume e do custo da auditoria. Em lavouras pequenas, a conta só costuma fechar dentro de uma cooperativa. Em compensação, além do prêmio por arroba, a certificação abre acesso a compradores de chocolate fino e a indústrias com metas de origem rastreada — exigência que virou obrigatória para exportar à União Europeia.