Quando o preço do cacau sobe, os reflexos chegam rápido à indústria de chocolates. Em 2024–2025, a tonelada saltou de cerca de US$ 3.000 para mais de US$ 10.000 na bolsa internacional. Como a amêndoa é a principal matéria-prima da barra, esse aumento muda o preço — e até a receita — do chocolate que chega ao consumidor.
Da commodity ao produto final
Para fazer uma barra, além do cacau são necessários açúcar, leite (nos chocolates ao leite) e manteiga de cacau. A alta da amêndoa pressiona os custos e leva as empresas a três caminhos: reduzir margem, repassar o preço ou reformular o produto — diminuindo o teor de cacau ou o tamanho da barra (a chamada "shrinkflation").
Chocolates finos e de luxo
Enquanto as marcas populares cortam custos, o segmento de chocolates finos cresce. Marcas premium valorizam a origem e a rastreabilidade do cacau — terreno em que o cacau da Bahia e do Pará vêm ganhando destaque, com barras bean-to-bar premiadas.
Alternativas e tendências
A indústria tem diversificado fornecedores, buscando cacau de diferentes origens e certificações, e investido em fermentação e secagem para elevar a qualidade. Entenda os fatores que movem o preço e por que o cacau disparou em 2025.


